Protagonista feminina que coloca a família sempre em primeiro lugar e está contra os adultos que querem controlar os adolescentes e crianças... Lembrou de alguma coisa? Não, eu não estou falando de Jogos Vorazes. Aliás, seria praticamente impossível comparar a garota Cassie Sullivan de A 5º Onda com a revolucionária Katniss Everdeen.
O filme do diretor J Blakeson é uma adaptação do livro de mesmo nome, que faz parte de uma trilogia. No mundo criado, a Terra é invadida por uma raça alienígena que pretende acabar com a humanidade e tomar o planeta para si. Para isso, criam 5 "ondas" de destruição. Um pulso eletromagnético que acaba com a tecnologia presente no planeta, tsunamis, uma doença modificada para causar uma epidemia mundial, a invasão alienígena e, finalmente, a última onda, o mistério do longa.
Uma das coisas que mais me chamou atenção no trailer foi essa junção de tantos modos de destruição diferentes em apenas um filme. A ideia era ótima, mas deixou muito a desejar com o lançamento do filme, já que o foco da narrativa cai sobre a fraca protagonista Cassie em busca de seu querido irmão Sammy, nos deixando restritos às suas pequenas conquistas pessoais.
Chloe Moretz é uma grande atriz que fica limitada pela personagem sem muita profundidade, a qual me lembrou muito a protagonista de Divergente, Tris, que também não atrai muita empatia para si ao longo da saga distópica.
E as comparações não param por aí. Os dois "pretendentes" de Cassie têm profundidade ainda menor que a da protagonista, tendo suas histórias de vida sendo praticamente ignoradas. O triângulo amoroso forçado e mal desenvolvido durante a narrativa pode ser facilmente comparado ao de Crepúsculo.
O mistério do longa é decifrável e bem previsível. Uma típica saga apocalíptica adolescente, que não se sobressai diante das tantas outras presentes no mercado. O resultado é um filme pipoca sem muita opção de análise com mais profundidade. A sequência ainda não está confirmada, mas as cenas finais do primeiro filme criam uma ótima ideia de roteiro para retaliar os erros cometidos. O jeito é esperar e talvez ler os livros para descobrir se a saga se desenrola melhor na literatura.


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