Depois de Dominion (Syfy), Supernatural (CW) e Constantine (NBC), chega mais uma série sobrenatural com anjos. Cansado de ser o Senhor do Inferno, Lúcifer (Tom Ellis) abandona o submundo para viver em Los Angeles, a Cidade dos Anjos. Lá, ele conhece a detetive Chloe Decker (Lauren German), com quem começa a resolver crimes.
A série é de Tom Kapinos, o criador de Californication, e está dando uma boa audiência ao canal Fox. O personagem vem direto das HQs Sandman (DC/Vertigo), de Neil Gaiman, e cativa o telespectador com seu humor excêntrico e sua sensualidade. Tom Ellis cria um demônio com o qual a empatia é imediata (por mais estranha que essa frase possa parecer).
A trilha sonora cheia de rocks combina perfeitamente com o personagem. Os diálogos são cheios de referências religiosas; a série inova em mostrar Lúcifer como um anti-herói, e não como o vilão com o qual estamos acostumados.
Uma das coisas que mais me chamou atenção foi a relação entre os casos de polícia que Lúcifer se envolve e os dramas pessoais do personagem. Há sempre uma visível ligação entre eles; um tiro certeiro dos roteiristas. A primeira temporada consegue nos apresentar com maestria esse anjo caído confuso que faz de tudo para esconder seus pontos fracos.
É muito interessante de se observar Chloe e Lúcifer. Durante a temporada podemos acompanhar as mudanças que esses personagens causam um no outro. Lúcifer fica vulnerável perto de Decker, que é a única que resiste aos seus charmes. A grande pergunta é: por qual motivo?
Lúcifer é uma série que vale a pena ser acompanhada. Afasta-se do cliché sobre o demônio que estamos tão cansados de acompanhar. O seriado foi renovado para a segunda temporada. Agora é só esperar (ansiosamente) o retorno do Príncipe das Trevas.


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